FAIL (the browser should render some flash content, not this).
 
2jun2011

USO DE OZÔNIO PARA REMOÇÃO DE COR EM EFLUENTES TÊXTEIS

Por Leticia Philippi

Nas últimas décadas, os problemas ambientais têm se tornado cada vez mais críticos e freqüentes, principalmente devido ao desmedido crescimento populacional e ao aumento da atividade industrial. Sem dúvida, a contaminação de águas naturais tem sido um dos grandes problemas da sociedade moderna.

Dentro deste contexto, o setor têxtil apresenta um especial destaque, devido a seu grande parque industrial instalado gerar grandes volumes de efluentes, os quais, quando não corretamente tratados, podem causar sérios problemas de contaminação ambiental. Os efluentes têxteis caracterizam-se por serem altamente coloridos, devido à presença de corantes que não se fixam na fibra durante o processo de tingimento.

A ozonização é uma técnica que tem sido sugerida na literatura recente, como uma potencial alternativa para a descoloração. Oferece eficiência satisfatória, apresentando um efluente com pouca cor, baixa DQO, e adequado para ser lançado ao meio ambiente ou retornar ao processo.

Num primeiro momento, a ozonização é empregada principalmente para quebrar as moléculas de corantes, e depois para a descoloração. O pré-tratamento com ozônio é um método promissor de oxidação dos corantes transformando- os em degradáveis. Embora muitos trabalhos tenham sido feitos com a oxidação pelo ozônio, bem pouco se sabe sobre a cinética da ozonização e seus produtos da reação com os corantes. A ozonização, no final do tratamento, está sendo também cada vez mais utilizada para a eliminação da cor e de outras substâncias persistentes.

O ozônio é muito efetivo na descoloração de efluentes têxteis porque ele ataca as duplas ligações dos corantes, que estão associadas à cor. O Ph e a condutividade praticamente permanecem constantes, enquanto a cor diminui gradualmente durante a ozonização.

A remoção da cor pela ozonização é efetiva e razoavelmente rápida. A classe do corante é bastante significativa na determinação do comportamento dos corantes. Para um menor tamanho, a estrutura química, se compacta, pode ter um impacto negativo na taxa de reação. Dosagens razoáveis de ozônio permitem uma boa eficiência na remoção da cor para corantes ácidos, ,catiônicos, diretos, reativos e enxofre.

Fontes:  TRATAMENTO DO EFLUENTE DE UMA INDÚSTRIA TÊXTIL. PROCESSO FÍSICO-QUÍMICO COM OZÔNIO E COAGULAÇÃO/FLOCULAÇÃO. HASSEMER, Maria Elisa. SENS, Mauricio Luis. Engenharia sanitária e ambiental Vol. 7 – Nº 1 – jan/mar 2002 e Nº 2 – abr/jun 2002

Deixe uma resposta