FAIL (the browser should render some flash content, not this).
 
29jul2011

Ozônio como “vacina” para proteger plantas comestíveis

Por Leticia Philippi

Cientistas da Universidade de Newcastle, no nordeste da Inglaterra, descobriram que o ozônio tem um grande potencial para “vacinação” de plantas contra fungos.

Esta aplicação pode ser muito útil na proteção de frutas e vegetais, tendo potencial para impedir o desperdício de cerca de um terço da totalidade dos produtos frescos que são descartados atualmente devido à contaminação por microorganismos invasores. Isto significa um potencial imenso em termos de poupança dos recursos alimentares do mundo.

Os pesquisadores descobriram que a aplicação aos tomateiros de uma dose de o ozônio, aciona o mecanismo de defesa das plantas e as capacita a repelir os invasores microbianos. O ozônio pode ser usado em segurança e não deixa qualquer resíduo nas plantas.

“Descobrimos que quando os tomateiros são expostos e um jato de ozônio o gás exerce ação semelhante à de uma vacina, alterando as defesas das plantas e preparando-as para enfrentar o ataque”, explicou o dr. Ian Singleton, professor da Faculdade de Biologia da universidade.

A pesquisa demonstrou que a exposição dos tomateiros ao ozônio antes da infecção dos mesmos com fungos reduz o desenvolvimento das lesões em até 60%, o que representa, potencialmente, um aumento de dois a cinco dias na duração em estoque dos tomates. Na explicação do dr. Singleton: “Isto sugere que o tratamento com ozônio exerce um efeito de ‘memória’ ou ‘vacinação’ que protege as frutas contra a deterioração. A compreensão desse mecanismo poderia conduzir a novas opções para prolongar a duração em estoque dos produtos frescos e reduzir o desperdício”, acrescentou ele.

O gás é usado para beneficiar o armazenamento de uma variedade de frutas e produtos vegetais, como morangos, uvas, tomates e ameixas, sem causar qualquer deterioração da qualidade dos produtos quando utilizado de maneira correta. O ozônio é uma alternativa viável para os pesticidas, pois é seguro de usar e eficaz contra um amplo espectro de microorganismos. Um de seus aspectos importantes é o fato de não deixar resíduos detectáveis, em contraste com os métodos tradicionais de preservação de produtos frescos”.

É preciso também um trabalho cuidadoso para otimizar os níveis de ozônio e a duração da exposição de cada variedade de produto. “Precisamos examinar cuidadosamente a maneira pela qual controlamos a concentração atmosférica do gás nas lojas e nos contêineres de transporte, uma vez que níveis excessivos de ozônio podem danificar os produtos e acarretar prejuízos financeiros” .

Fonte: London Press Service - 13 Julho 2011 by Richard Maino 

Agradecimento Carlos Heise

 

Deixe uma resposta