O3 na cadeia produtiva do pescado
O conhecimento a respeito das aplicações do gás ozônio na indústria de alimentos não é recente. Afinal, um gás que pode ser gerado com segurança no local de aplicação, que reage instantaneamente e é capaz de eliminar odores indesejados, preservar e melhorar as características sensoriais (cor, odor, sabor, textura), reduzir a carga microbiana (portanto aumentar a vida de prateleira), e ainda desaparece sem deixar resíduos, tem tudo para ser um aliado e tanto para toda a cadeia produtiva do pescado.

Quando falamos em cadeia da pesca é importante destacar que as aplicações do ozônio podem estar, entre tantas:
a) Na fabricação de gelo ozonizado que vai contribuir com a preservação do pescado desde o momento de sua captura até chegar ao consumidor, uma vez que o ozônio é estável em água no estado sólido e no instante do degelo é liberado para promover seu efeito microbicida, desodorizante e etc;
b) No uso de água ozonizada para limpeza e desinfecção de embarcações, porões, utensílios, sem impregnar o mar e os portos com dejetos malcheirosos e quimicamente tóxicos;
c) No uso de água ozonizada para a limpeza das instalações, equipamentos e utensílios da indústria pesqueira;
d) Na rinsagem (banho) dos produtos já processados: filetados, eviscerados, com a finalidade de controle microbiano, controle da oxidação lipídica, oxidação de moléculas aromáticas (amônia, gás sulfídrico, etc)
e) Na qualidade da água utilizada para processamento.
Diante do exposto acima e sabendo que o primeiro gerador de ozônio foi desenvolvido no mundo em 1861 pelo alemão Werner Von Siemens, ou seja, há mais de 150 anos, porque o uso do ozônio ainda não é rotineiro na cadeia de processamento de alimentos no Brasil? Como anda o panorama internacional? Qual a produção científica e o estado da arte relacionado ao tema? No Brasil existe tecnologia disponível? Com o objetivo de contribuir com algumas das respostas e dar suporte ao uso da tecnologia do ozônio nossa equipe publicou uma revisão bibliográfica sobre o tema na revista Aquicultura & pesca N.42, publicada em nov/dez de 2009.
Em breve teremos novidades sobre este tema!!!
