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O ozônio

Para muitas pessoas, o primeiro pensamento que vem a mente quando se fala de ozônio, é camada de gás presente na atmosfera da terra, a famosa camada de ozônio.

O gás ozônio é muito mais que a camada que nos protege. É um gás com infinitas aplicações, nos mais diversos campos de atividade humana.

Sobre a molécula

O ozônio é a forma triatômica do oxigênio. O oxigênio é normalmente encontrado em sua forma diatômica (O2), mas assim como encontramos na natureza o alótropo do grafite na forma de diamante, o ozônio (O3) é o alótropo do oxigênio. Forma-se quando as moléculas de oxigênio (O2) se rompem , e os átomos separados combinam-se individualmente com outras moléculas de oxigênio.

Formação do ozônio

O ozônio (O3) é um gás bastante reativo e altamente instável, ou seja, logo se recompõe a oxigênio (O2). É um dos oxidantes naturais mais potentes e é também um poderoso germicida. Estas características conferem ao ozônio uma gama de aplicações, sendo utilizado em saúde e processos industriais, tratamento de águas, alimentos, gases, efluentes e também como agente clareador/branqueador.

Propriedades e Aplicações

A idéia aqui é mostrar as diversas “personalidades” deste gás sui generis.

Aproximadamente 3000 estações de tratamento de água existentes em todo o mundo, incluindo cidades como Paris, Nice, Moscou, Montreal, Los Angeles, Amsterdam, são tratadas com ozônio. As piscinas com ozônio são as preferidas entre os atletas. A habilidade de oxidar sem deixar resíduos é o grande diferencial deste gás, que pode utilizar o ar ambiente como insumo e desinfetar deixando apenas oxigênio, sem residual de produtos químicos.

Um importante marco aconteceu em 1982, quando o gás ozônio recebeu do FDA (Food and Drug Administration) americano a classificação “GRAS” (Generally Recognized As Safety – Genericamente Reconhecido como Seguro) para tratamento e conservação de água e alimentos. Por isso muitas indústrias utilizam as habilidades do ozônio para fazer desinfecção e conservação de alimentos com ozônio.

Para completar suas características de “ozônio bom”, não podemos deixar de lembrar da nossa querida camada de ozônio, que exerce função de filtro e nos protege dos efeitos da exposição excessiva aos raios ultravioletas B, responsáveis por cataratas, retinites, queimaduras e cânceres de pele. O buraco da camada de ozônio vem sendo continuamente monitorado, o que já originou, por exemplo, recomendação de utilização de óculos escuros para crianças australianas a partir dos 3 anos de idade!

Quando se fala em ozônio, encontramos várias “tribos” que falam deste gás. Dentre outras, existem os “ambientalistas”, preocupados com o buraco na camada de ozônio, os “toxicologistas”, que se preocupam com os efeitos adversos do gás no ar que respiramos e tem ainda os “ozonioterapeutas” que tem em comum uma verdadeira paixão por pesquisar e aplicar com fins de melhoria da saúde humana e animal mais um aspecto da personalidade deste gás pra lá de polêmico, o “ozônio medicinal”.

Paracelsus, um dos maiores cientistas do século 16, já dizia: a única diferença entre o veneno e o remédio está na dose. Este conceito também vale para o ozônio, que merece ser melhor compreendido.

O OZONIZANDO é um local para discutir os mais diversos assuntos relacionados ao ozônio, diferentes campos de aplicação e claro, diferentes visões.