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Ozônio no Vinho? Sim, nas Vinícolas. Esta é mais uma das utilidades deste gás polivalente, tão útil em diversos processos.
Uma das principais preocupações na indústria de vinho é a contaminação cruzada entre os lotes de vinho e o gerenciamento do Brettanomyces (fermento natural), que estraga o vinho, deixando off-flavor. No passado, as práticas sanitização utilizavam produtos de limpeza com cloro para desinfecção seguido de ácido cítrico para neutralizar o cloro. A sanitização dos barris é um desafio ainda maior, pois o cloro não pode ser usado em barris, devido às propriedades porosas de carvalho e retenção química possível.
A utilização de água ozonizada para sanitizaçao foi apresentada no final dos anos 90 e rapidamente adotada pela indústria do vinho. O ozônio apresenta diversas vantagens sobre outras alternativas, incluindo uma maior qualidade de sanitização, tempo e economia de energia e diminuição do uso de produtos químicos sem os resíduos dos subprodutos dos agentes químicos.
Um estudo apresentado durante o XXV Congresso Científico Internacional CNIC 2010 (Havana, Cuba) mostrou que o gás ozônio pode ser muito útil para conservação de mamão.
O objetivo do estudo, apresentado pela Dra. Mayra Bataller Venta (Centro de Investigaciones del Ozono ), foi avaliar a eficácia da aplicação de ozônio no controle do crescimento de fungos patogênicos, seus efeitos sobre a vida de prateleira (shelflife), a porcentagem de germinação das sementes e o teor de sólidos solúveis (0Brix), durante o pós-colheita do mamão (Carica papaya). Foram conduzidos experimentos sob diferentes regimes de tratamento na fase gasosa e fase líquida.
O uso do ozônio em todos os experimentos, tanto como fase aquosa e gás, mostrou uma maturação tardia dasfrutas, bem como nenhum efeito negativo sobre a porcentagem de germinação de sementes e sólidos solúveis totais (0Brix).
Agradecimento especial: Dra Mayra Bataller Venta