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Arquivos de dezembro, 2010

11dez2010

O ozônio é usado para matar bactérias desde o início do século passado. Mas o Hospital das Clínicas de São Paulo descobriu que elas podem destruir os micro-organismos que nem os antibióticos conseguem combater.

O Hospital das Clínicas de São Paulo anunciou nesta sexta-feira uma descoberta que promete destruir um inimigo microscópico, mas poderoso. Os cientistas encontraram uma forma de combater a superbactéria KPC, que provocou a morte de 18 pessoas em Brasília este ano.

Uma pequena ferida e a aposentada Maria D’Aparecida Souza quase perdeu a perna. Infecção, dores, mais de um ano com pomadas, sem sucesso. A cura só veio com um tratamento que usa gás ozônio. Ele elimina as bactérias e ajuda a cicatrização.

“Doía muito. Depois foi sarando de dentro pra fora”, conta a aposentada.

Os médicos sabem que o ozônio mata bactérias desde o início do século passado. É um tratamento usado em vários países. Agora, o Hospital das Clínicas de São Paulo investigou se esta técnica funciona com as bactérias super-resistentes, que os antibióticos não conseguem destruir e que provocam mortes por infecção hospitalar. O resultado dessa pesquisa pode salvar vidas.

Dez bactérias foram testadas. As amostras divididas em três grupos: o primeiro foi exposto ao ozônio por cinco minutos; o segundo, a oxigênio; o terceiro grupo não teve nenhum tratamento. No dia seguinte, as bactérias tinham se multiplicado nos dois últimos vidros. No que foi tratado com ozônio, nenhum sinal.

O último teste foi feito com a KPC, que ganhou o apelido de superbactéria por ter se mostrado imune aos antibióticos mais potentes. A amostra que recebeu o ozônio também ficou limpa.

O coordenador da pesquisa explica que as moléculas do ozônio corroem a parede externa das bactérias e elas são rapidamente destruídas. O gás pode ser usado na pele ou injetado no corpo do paciente. A próxima etapa do estudo vai investigar se a vaporização de ozônio no ambiente, no centro cirúrgico ou em uma UTI, por exemplo, também elimina as bactérias.

“O equipamento é muito barato e você usa a área ambiente como matéria-prima. Então não tem gasto. Pode modificar completamente o cenário do controle das bactérias hospitalares de uma maneira simples, de uma maneira barata e acessível em qualquer hospital do país”, explica o coordenador do estudo, Glaucus de Souza Brito.

Fonte:Jornal Nacional Edição do dia 10/12/2010

 

1dez2010

Mais uma aplicação inusitada para este gás de múltiplas aplicações é o uso para conservação de flor recém cortada.

Uma série de fatores influencia na longevidade da flor recém-cortada, desde a colheita, manipulação, armazenagem, transporte entre outros.

O balance hídrico, resultado entre as entradas de água pelo talo e as saídas de água devido à transpiração, é um parâmetro de referência. Com o passar do tempo, os microrganismos que parasitam a flor interrompem os condutos de alimentação do xilema. Além disso, uma perda progressiva no vigor das pétalas que coincide com um incremento do conteúdo de determinados hormônios como o etileno, que beneficia a desorganização das membranas celulares e as células das pétalas perdem progressivamente sua capacidade de reter a água.

O ozônio, com seu caráter virucida e bactericida, é capaz de eliminar microorganismos da flor recém cortada; Devido as características fortemente oxidantes do gás, é ideal para atacar duplas ligações de compostos olefinicos como o etileno. O ozônio não tem nenhum efeito secundário que possa ser prejudicial para a flor recém cortada e sua administração no estado gasoso permite a inibição e eliminação do etileno presente nos locais de armazenamento da flor recém cortada e que muitas vezes provem de outros produtos vegetais possivelmente armazenados no mesmo lugar.

Também é muito comum também a conservação da flor recém cortada em câmaras frigoríficas, as quais devem estar em ótimo estado higiênico-sanitário. Para isso normalmente se utilizam diferentes compostos químicos para desinfecção periódica. O ozônio pode suprir perfeitamente o uso de todos estes produtos, pois seu poder desinfetante é superior em 100 vezes ao do cloro tanto a nível fungicida e bactericida.

O tratamento da flor recém cortada com água previamente ozonizada produz toda uma serie de efeitos positivos sobre a mesma, com maior duração da flor recém cortada. Além destes efeitos benéficos, algumas características são alteradas:

• Pétalas menos atrofiadas

• Talos de melhor textura

• Aumento da duração das pétalas e melhor abertura dos mesmos

• Nenhuma alteração na cor da flor