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Arquivos de setembro, 2010

28set2010

A mistura de gás medicinal oxigênio e ozônio,   injetada em  hérnia de disco,  pode aliviar dores nas costas sem os riscos de uma  cirurgia, relatam investigadores.

As melhorias foram bem acima dos limiares de significância clínica e comparável à discectomia cirúrgica, relataram Dr. Kieran J. Murphy e colegas, da Universidade de Toronto.

Na meta-análise realizada pelo grupo, 79,7% dos pacientes que utilizaram ozônio melhoraram pelo menos uma categoria na escala de dor McNab.   O tratamento experimental, parece ser uma maneira mais delicada de retirar a pressão sobre os nervos comprimidos pelo abaulamento do disco, relatou  Dr. Murphy.

O tratamento pode ser uma opção antes de realizar um procedimento cirúrgico, relatou Dr. Murphy.

Embora o Dr. Murphy  tenha recentemente inventado um dispositivo para fornecer uma dose consistente da mistura oxigênio-ozônio,  pesquisadores italianos são  pioneiros desta técnica.

Inicialmente Dr. Murphy teve dificuldades de acreditar nos resultados dos pesquisadores europeus e começou a investigar por si próprio. Em suínos, as experiências do seu grupo mostraram que o músculo não foi afetado por qualquer nível de ozônio, enquanto que a em baixas concentrações, a injeção de oxigênio parece ser ideal, tanto para os níveis de citocinas quanto para efeitos sobre o volume de disco.

Pesquisa em células de ovário de hamster chineses confirmaram que o ozônio, não o oxigênio, quebrou proteínas encontradas no núcleo pulposo do disco.

Para determinar o efeito do ozônio sobre a coluna de humanos, o grupo revisou a literatura e reuniram dados de 12 estudos com um total de mais de 8.000 pacientes que haviam sido tratados com ozônio para a dor nas costas em vários centros europeus. A média de melhora – com os resultados ponderados de acordo com a qualidade do estudo – foi de 3,9 a 10 cm de Escala Analógica Visual de dor (95% CI 3,2-4,5) e 25,7 no  Oswestry Disability Index (95% IC 18,8 a 32,6).

O procedimento foi “extremamente seguro”, acrescentou o Dr. Murphy. O risco de complicações com a injeção de ozônio foi de 0,003% (95% intervalo de confiança 0,000% a 0,024%), muito inferior à discectomia cirúrgica, disse ele. Nenhuma complicação grave foi relatada.

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16set2010
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Ozônio: Bom e Mau??? Poluente?

Por Leticia Philippi

Como assim, bom e mau? Esta é uma pergunta que muita gente faz, prinicipalmente quando uma notícia é divulgada no jornal alertando que os níveis de ozônio estão aumentados devido à poluição. Muitas pessoas questionam se este “ozônio”  que tanto falamos, produzido pelos geradores,  é este mesmo ozônio considerado “mau”.   

O ozônio, assim como outras moléculas, pode ser considerado uma molécula “boa” ou “má”. Encontrei um exemplo bem ilustrativo em um site e achei muito interessante para exemplificar o que acontece na prática:   

   

Num mercado de peixe aberto, como no exemplo foto acima, o ozônio influencia estas pessoas de três maneiras.   

1 – Bom ozônio: 20 quilômetros acima deles ajuda a proteger os olhos e a pele das radiações UV (camada de ozônio).   

2- Mau Ozônio: ao nível do solo, dependendo da concentração, prejudica os pulmões.   

3- Ozônio Bom e útil:   

  •  O ozônio, utilizado em empresas próximas,  mata fungos e bactérias, tira o mau cheiro.
  •  No mercado do peixe, é útil para limpeza e conservação dos peixes.
  • Quando utilizados pela estação de tratamento de água cidade, mata os microrganismos presentes na água e ajuda no processo de purificação, oxidando moléculas de ferro, etc.

Tudo isso sem mencionar o ozônio de uso médico.  

Onde encontramos este ozônio “mau”? 

 É o ozônio encontrado na troposfera, produzido pelo homem, como o resultado da poluição do ar de motores de combustão interna e usinas geradoras de energia. O escapamento dos automóveis e as emissões industriais liberam uma gama de gases de óxido nitroso (NOx) e compostos orgânicos voláteis (VOC), subprodutos da queima de gasolina e carvão. O NOx e o VOC´s combinam-se quimicamente com o oxigênio para formar ozônio durante dias ensolarados de altas temperaturas no final da primavera, verão e começo do outono.   

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8set2010
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Uso do Ozônio em Água Mineral

Por Leticia Philippi

O Brasil é o sétimo maior consumidor de águas engarrafadas no mundo, segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A água mineral natural deve apresentar qualidade que garanta ausência de risco à saúde do consumidor, devendo ser captada, processada e envasada obedecendo às condições higiênico-sanitárias e as boas práticas de fabricação, sem alterar suas características originais.

A sanitização inadequada das embalagens ou a sua contaminação posterior, resulta na condenação do lote de água mineral. Segundo o Ministério da Saúde, neste produto não podem ser constatadas as presenças de E. coli ou coliformes (fecais) termotolerantes ou coliformes totais, enterococos, P. aeruginosa e/ou clostrídios sulfito redutores, em quantidade superior a 2 UFC/mL [5].

Numerosos compostos químicos utilizados na desinfecção provocam efeitos mutagênicos, com perigos referentes a resíduos potencialmente carcinogênicos nos alimentos ou embalagens.

O gás ozônio apresenta características sanitizantes atraentes para a indústria alimentícia, por ser mais seguro e potente do que os desinfetantes convencionais, agir sobre um grande número de microrganismos, incluindo patógenos resistentes. Além de ser reconhecido como seguro para o tratamento de garrafas de água (“General Recognized As Safe”-GRAS) pela “Food and Drug Administration” americana, ser utilizado efetivamente no tratamento da água para o consumo na Europa há mais de cem anos e na indústria de alimentos por décadas, o ozônio não deixa resíduos tóxicos nos alimentos, capazes de alterarem o odor e o sabor dos mesmos.

Na água engarrafada, a água ozonizada é recomendada pela Intertional Bottled Water Association (IBWA).O ozônio pode reduzir ou mesmo eliminar a necessidade de desinfecção química ou processos de altas temperaturas, com conseqüente redução de custos, com grandes benefícios, os quais vem sendo registrados em todas as partes do mundo.

O ozônio agrega os seguintes valores à indústria de bebidas:

-o ozônio é muito superior a qualquer outro método de limpeza, devido ao seu elevado poder oxidante;

-permite reduzir custos operacionais;

-redução de custos globais com produtos químicos, dentre outros, em quaisquer plantas industriais;

-transmite confiabilidade, devido às suas características.

-oelemento tipicamente não está associado a subprodutos e contaminação, revertendo-se ao oxigênio (O2)

Como é gerado no próprio local de utilização, o ozônio não requer cuidados especiais em relação ao armazenamento e manipulação.

O IBWA sugere um residual de 0,2 a 0,4 ppm de ozônio na água engarrafada. No Brasil, muitas empresas utilizam o ozônio para sanitização de embalagens.

No Brasil, o estudo publicado peça pesquisadora Claudia Catelani Cardoso comprovou que utilização do ozônio (4mg/L) para a sanificação de galões de 20L de água mineral mostrou-se uma alternativa eficiente, nas condições testadas.

Saiba mais:  Avaliação microbiológica de um processo de sanificação de galões de água com a utilização do ozônio (Scielo)

1set2010

Mais uma vez, a molécula polivalente do ozônio encontra uma aplicação inusitada. Um amplo estudo sobre o impacto de ozônio na armazenagem de alguns tipos de milho, foi apresentado por José Llanes Ocaña, da Universidade de Sinaloa no México, durante o VI International Symposium Ozone Applications, em Cuba.

O estudo analisou os efeitos do ozônio, sobre a eliminação de pragas as, fungos, aflatoxinas totais, ácidos graxos livres, índice de peróxidos e acidez e, qualidade e do grão. O trabalho foi realizado em laboratório, e posteriormente um teste piloto, simulando o uso em silos industriais. Foram realizados quatro experimentos, sendo que três receberam diferentes concentrações de ozônio, em tempos diferentes e um experimento ficou como controle. Ficou demonstrado que o ozônio tem ação sobre as pragas e o nível de mortalidade depende do tempo de contato e sua concentração. As características do grão e as propriedades nutricionais não sofreram qualquer alteração significativa; o nível de aflatoxinas total foi reduzido sob a ação do ozônio.