Arquivos de agosto, 2010
O Espelho d´água que fica em frente ao Memorial Lincoln, na capital americana Washington D.C, já foi cenário de muitos acontecimentos históricos e cenas de filmes. Desde o famoso discurso de Martin Luther King “I Have a Dream” em 1963 até o “We Are One” concerto de celebração inaugural do presidente Obama em 2008, são importantes fatos que tem o memorial como pano de fundo
Este ano, o famoso espelho d´água vai passar por melhorias. O local vai fechar por 18 a 24 meses para um projeto de renovação, de acordo com o Washington Examiner. O projeto para o novo visual inclui uma via pavimentada para caminhar a pé com 13 metros de largura e tratamento para dar aparência mais clara à água.
Atualmente, a água é bombeada para o local de uma fonte de água potável municipal. Com a reforma, a água virá do rio Potomac, terminando com a dependência do abastecimento de água municipal, declarou a comissão responsável. Antes de ser canalizada para a o espelho d´água, a água do será filtrada e tratada com ozônio, para eliminar resíduos e dar-lhe uma aparência mais cristalina.
O Lincoln Memorial atrai 24 milhões de visitantes por ano.
Fonte: www.nbcwashington.com
O ozônio é um poderoso agente antimicrobiano que tem inúmeras aplicações potenciais na indústria de alimentos devido às suas vantagens significativas sobre os tradicionais agentes antimicrobianos, como o cloro, sorbato de potássio, etc. A aplicação de ozônio ou água ozonizada nos produtos alimentares é útil para combater proliferação de bactérias, fungos, vírus, protozoários e esporos de fungos e bactérias.
Como desinfetante, o ozônio é mais eficaz que o cloro e é ativo em um espectro mais amplo de microorganismos do que o cloro e outros desinfetantes. É geralmente mais rápido que o cloro, reage com materiais orgânicos e produz menos produtos de decomposição. O excesso de ozônio se decompõe novamente em oxigênio, portanto, não deixa resíduos nos alimentos. Tais vantagens fazem do ozônio uma tecnologia de processamento atraente para a indústria de alimentos.
Nos EUA, o ozônio recebeu o título de GRAS – Generally Recognized As Safety (Reconhecido como seguro) pelo FDA em 1997, para uso em processamento de alimentos, quando utilizado de acordo com as normas de Boas Práticas de Fabricação. Em junho de 2001, o FDA aprovou o ozônio como um aditivo antimicrobiano em alimento direto.
Aplicações atuais de ozônio na indústria de alimentos incluem frutas, vegetais e cereais, no processamento e armazenamento, processamento de carnes, aves, pescado e produção de gelo ozonizado para conservação (o uso em pescados está detalhado em outra matéria).
Duas chaves são importantes para o sucesso com o ozônio:
A apresentação feita por Pierre‐André Liechti no 6th International Symposium on Ozone Applications and V International Symposium on Environment, destacou o uso do ozônio com alternativa para tratamento de efluentes.
O aumento da industrialização e mudança de comportamento social estão impactando diretamente as características do esgoto a ser tratado. Emergentes níveis de toxicidade, com aumento da concentração de produtos farmacêuticos, inclusive hormônios, ocorrendo principalmente nos efluentes domésticos, estão lesionando os ecossistemas aquáticos.
Encontrar soluções e processos para que possam simultaneamente realizar desinfecção das águas residuais e atacar estes poluentes emergentes (hormônios e outros fármacos) é uma preocupação social forte. O trabalho desenvolvido pelo autor teve o objetivo de avaliar a eficácia da tecnologia de ozônio para desinfetar e reduzir essas gerações emergentes de micropoluentes em águas residuais domésticas e industriais. Os diferentes contaminantes avaliados foram os coliformes termotolerantes e enterococos, bem como a toxicidade, resíduos farmacêuticos, agentes de superfície e nonyphenols. No caso do efluente industrial, principalmente, os resultados demonstraram que a toxicidade do efluente foi reduzida em cerca de 30% para 55% quando o efluente foi tratado com as concentrações de ozônio variando de 12mg / L a 20 mg/L de O3. Houve reduçao significativa dos coliformes termotolerantes e de esporos. Mais de 70% dos principais produtos farmacêuticos e de cuidados pessoais encontrados no esgoto foram reduzidos no esgoto tratado com ozônio.
Pretendemos utilizar o espaço do Ozonizando.com.br para falar das diferentes aplicações do ozônio. Uma aplicação muito conhecida é o uso em piscinas. Quem já utilizou uma piscina com ozônio certamente sabe da diferença entre uma piscina clorada e ozonizada.
Mas porque o ozônio é eficiente no tratamento de água de piscinas?
É bem conhecida a eficiência do ozônio como agente oxidante e desinfetante, e seu uso generalizado no tratamento de água potável, dado o seu elevado potencial de oxidação. Age mais rapidamente do que outros produtos químicos, como cloro, que é o desinfetante tradicional de piscinas.
Outro aspecto importante é que o ozônio não produz compostos organoclorados prejudiciais na reação com a matéria orgânica, resultando em uma água completamente segura e com altíssima qualidade organoléptica.
Um estudo publicado no Periódico Pediatics, realizado na Bélgica, aponta que adolescentes que já passaram mais de 1000 horas em piscinas coletivas tratadas com cloro têm cerca de oito vezes mais chances de terem asma e o dobro de desenvolverem alergias respiratórias. A constatação foi obtida numa comparação entre 847 adolescentes, de 13 a 18 anos, que possuem diferentes graus de frequência a piscinas tratadas com métodos distintos, como a ionização por cobre-prata. Segundo o toxicologista Alfred Bernard, que liderou o grupo de pesquisa, o cloro é um desinfetante eficiente e seguro. Entretanto, quando muito cloro é adicionado à água ou acumula-se no ar sobre as piscinas cobertas, os órgãos do banhista sofrem algum tipo de irritação. Fonte: Pediatrics, September 14, 2009
A tecnologia por ozônio vem ganhando popularidade entre as piscinas, devido ao o nível tecnológico alcançado na construção do ozonizadores, tendo simplificado sua produção com aumento da eficiência, o que reduziu o custo dos equipamentos nas últimas décadas. De modo geral, a visão de que a ozonização da água é uma tecnologia de elite, hoje não é mais realidade . Afinal, ter uma piscina que não irrita os olhos, não causa alergias e com água cristalina: não tem preço!
Você já usou piscina com ozônio? Deixe aqui sua opinião!
O conhecimento a respeito das aplicações do gás ozônio na indústria de alimentos não é recente. Afinal, um gás que pode ser gerado com segurança no local de aplicação, que reage instantaneamente e é capaz de eliminar odores indesejados, preservar e melhorar as características sensoriais (cor, odor, sabor, textura), reduzir a carga microbiana (portanto aumentar a vida de prateleira), e ainda desaparece sem deixar resíduos, tem tudo para ser um aliado e tanto para toda a cadeia produtiva do pescado.

Quando falamos em cadeia da pesca é importante destacar que as aplicações do ozônio podem estar, entre tantas:
a) Na fabricação de gelo ozonizado que vai contribuir com a preservação do pescado desde o momento de sua captura até chegar ao consumidor, uma vez que o ozônio é estável em água no estado sólido e no instante do degelo é liberado para promover seu efeito microbicida, desodorizante e etc;
b) No uso de água ozonizada para limpeza e desinfecção de embarcações, porões, utensílios, sem impregnar o mar e os portos com dejetos malcheirosos e quimicamente tóxicos;
c) No uso de água ozonizada para a limpeza das instalações, equipamentos e utensílios da indústria pesqueira;
d) Na rinsagem (banho) dos produtos já processados: filetados, eviscerados, com a finalidade de controle microbiano, controle da oxidação lipídica, oxidação de moléculas aromáticas (amônia, gás sulfídrico, etc)
e) Na qualidade da água utilizada para processamento.
O ozônio é um biocida natural com numerosas aplicações na indústria: Alta reatividade, alto poder oxidante, penetrabilidade, decomposição espontânea em subprodutos não tóxicos (O2), amplo espectro microbicida, entre outras características, fazem do ozônio um desinfetante apropriado para assegurar a segurança microbiológica na indústria.
O ozônio é um dos oxidantes naturais mais poderosos e como tal é ideal para uso em processos industriais em fase aquosa ou gasosa. Ele reage com poluentes, elimina cor e odor e ainda possui a capacidade de reduzir ou eliminar a carga microbiana. Como ele decompõe-se em oxigênio, é uma alternativa ambientalmente apropriada indústria.
As principais aplicações do ozônio na indústria estão relacionadas ao tratamento de água, de efluentes, oxidação de pesticidas, oxidação de fármacos (citostáticos, antibióticos, etc), oxidação de moléculas aromáticas, oxidação de contaminantes orgânicos e metálicos, loopings de PW ou WFI procedimentos de sanitização (CIP, WIP) e controle de carga microbiana.
Um dos projetos mais interessantes relacionados a este tema é o OZONECIP, projeto de financiamento europeu que avalia o uso do ozônio na sanitização de equipamentos pelo método CIP (clean in place). Neste projeto estão sendo avaliados os resultados da sanitização CIP em indústrias do leite, cervejarias e vinícolas. Vale a leitura!!!! Voltaremos a comentar os resultados deste projeto brevemente.
Diferente do ozônio utilizado para fins industriais, o ozônio medicinal é obtido a partir do oxigênio medicinal puro (MedO2), do qual se obtém uma mistura de oxigênio/ozônio em concentrações e doses exatas. Sua concentração varia de 1 a 100 microgramas por mililitro (µg/ml), correspondendo a uma mistura de oxigênio/ozônio em relações entre 0.05% de ozônio e 99.95% de oxigênio a 5% de ozônio e 95% de oxigênio.
A Ozonioterapia é uma técnica que utiliza o ozônio medicinal como agente terapêutico em um grande número de patologias, em função do seu efeito multifocal sistêmico. É uma terapia natural, com poucas contra-indicações e efeitos secundários mínimos, se indicada e realizada corretamente por profissional com formação adequada.
O sistema de Saúde da Alemanha, Itália e de outros 16 países reconhecem o uso desta técnica para diversas patologias. Cuba conta com 39 Centros Clínicos de Ozonioterapia e na Rússia é utilizada em todos os hospitais governamentais.
Atualmente no mundo, cerca de 50.000 médicos regularmente inscritos em sociedades científicas de Ozonioterapia situadas em Cuba, China, Rússia, Alemanha, Suíça, Áustria, Itália, Ucrânia, Espanha, França, Grécia, Japão, Canadá, alguns estados dos Estados Unidos da América, Polônia, Egito, Israel, Austrália, México, Argentina, e Venezuela. Juntos, fazem mais de 10.000.000 (dez milhões) de terapias por ano. Estes números, associados a mais de 100 anos de história, à comprovada segurança e eficácia que a medicina baseada na evidência nos fornece (são 1897 referências encontradas no site www.pubmed.com), fazem da Ozonioterapia uma realidade mundial.
Ozônio no Vinho? Sim, nas Vinícolas. Esta é mais uma das utilidades deste gás polivalente, tão útil em diversos processos.
Uma das principais preocupações na indústria de vinho é a contaminação cruzada entre os lotes de vinho e o gerenciamento do Brettanomyces (fermento natural), que estraga o vinho, deixando off-flavor. No passado, as práticas sanitização utilizavam produtos de limpeza com cloro para desinfecção seguido de ácido cítrico para neutralizar o cloro. A sanitização dos barris é um desafio ainda maior, pois o cloro não pode ser usado em barris, devido às propriedades porosas de carvalho e retenção química possível.
A utilização de água ozonizada para sanitizaçao foi apresentada no final dos anos 90 e rapidamente adotada pela indústria do vinho. O ozônio apresenta diversas vantagens sobre outras alternativas, incluindo uma maior qualidade de sanitização, tempo e economia de energia e diminuição do uso de produtos químicos sem os resíduos dos subprodutos dos agentes químicos.

