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1nov2011

O governo da Austrália adota um programa de desenvolvimento de práticas sustentáveis e melhores práticas para utilização dos recursos naturais. O tecnologia do  ozônio para tratamento de águas de sistemas de recirculação em aquacultura (RAS) é um método recomendado. O método de recirculação em aquacultura oferece vantagens potenciais sobre o modelo de lagoa ou gaiola. Estas incluem flexibilidade na escolha do local, uso de água reduzidos, menores volumes de efluentes, melhor controle ambiental e maior intensidade de produção. No entanto, é necessário um tratamento para a água de recirculação.

Como a carga orgânica aumenta com a intensidade da produção, as bactérias que convertem o nitrito em nitrato operam de forma menos eficiente, resultando em níveis de nitrito aumentados. O acúmulo de sólidos coloidais, matéria orgânica dissolvida e nitrito podem prejudicar o sistema e aumentar a demanda bioquímica de oxigênio, resultando em um sistema menos estável, menos produtivo.

O método alternativo de remoção é utilizar um agente oxidante, como o ozônio, que é muito utilizado para os seguintes fins:

Remoção de sólidos finos e coloidal:

O ozônio remove sólidos finos e coloidais, causando aglomeração dos sólidos (microflocculation), que facilita a remoção de espuma de fracionamento, filtração e sedimentação.

Remoção de compostos orgânicos dissolvidos:

Compostos orgânicos dissolvidos (DOC) , conferem à água uma característica com coloraçao de chá, não são biodegradáveis e acumulam-se no sistema. Altos níveis de DOC pode causar stress nos peixes e reduzir a eficiência de nitrificação do biofiltro. O ozônio remove orgânicos dissolvidos por:oxidação em produtos que são mais facilmente nitrificados no biofiltro; precipitação, o que permite a remoção de partículas de resíduos por filtração convencional ou sedimentação.

Remoção de nitrito:

Altos níveis de nitrito pode ser tóxico para os peixes. O ozônio elimina nitrito por: oxidação direta de nitrato; redução de carga orgânica, que melhora a eficiência de biofiltração e nitrificação.

Desinfecção:

É importante adotar métodos para redução do risco de surtos de doenças, reduzir a carga de patógenos em tanques de recirculação em aquacutura. A desinfecção de águas de efluentes antes da sua introdução ao meio ambiente também é crucial para prevenir a translocação de doenças exóticas.

O ozônio pode inativar efetivamente uma gama de bactérias, vírus, fungos patógenos de peixes e protozoários. A eficácia do tratamento depende da concentração de ozônio ozônio, tempo de exposição ao gás(tempo de contato), cargas patógeno e níveis de matéria orgânica.

Fonte: NSW Government Trade & Investment.

 

3out2011

O congresso vai acontecer no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro, de 07 a 09 de Outubro.

Especialistas mundiais no assunto estarão presentes para apresentar e discutir as mais recentes pesquisas e experiências clínicas mundiais:

  • Carlos Aymale(Argentina)
  • Angeles Erario (Argentina)
  • Aníbal Gargeat (Argentina)
  • Bernardino Clavo (Espanha)
  • Dario Apuzzo (Italia)
  • George Eberhardt (Alemanha)
  • Germán Viglino (Argentina)
  • Jose Baeza-Noci (Espanha)
  • Jose Carlos García (Espanha)
  • Lamberto Re (Italia)
  • Mark Weiser (USA)
  • Mauro Martinelli (Italia)
  • Raul Matera (Argentina)
  • Roberto Quintero (Espanha)
  • Sandy Guano (Equador)
  • Silvia Menendez (Cuba)
  • William Domb (USA)

Mais informações no site: www.rio3.com.br

29jul2011

Cientistas da Universidade de Newcastle, no nordeste da Inglaterra, descobriram que o ozônio tem um grande potencial para “vacinação” de plantas contra fungos.

Esta aplicação pode ser muito útil na proteção de frutas e vegetais, tendo potencial para impedir o desperdício de cerca de um terço da totalidade dos produtos frescos que são descartados atualmente devido à contaminação por microorganismos invasores. Isto significa um potencial imenso em termos de poupança dos recursos alimentares do mundo.

Os pesquisadores descobriram que a aplicação aos tomateiros de uma dose de o ozônio, aciona o mecanismo de defesa das plantas e as capacita a repelir os invasores microbianos. O ozônio pode ser usado em segurança e não deixa qualquer resíduo nas plantas.

“Descobrimos que quando os tomateiros são expostos e um jato de ozônio o gás exerce ação semelhante à de uma vacina, alterando as defesas das plantas e preparando-as para enfrentar o ataque”, explicou o dr. Ian Singleton, professor da Faculdade de Biologia da universidade.

A pesquisa demonstrou que a exposição dos tomateiros ao ozônio antes da infecção dos mesmos com fungos reduz o desenvolvimento das lesões em até 60%, o que representa, potencialmente, um aumento de dois a cinco dias na duração em estoque dos tomates. Na explicação do dr. Singleton: “Isto sugere que o tratamento com ozônio exerce um efeito de ‘memória’ ou ‘vacinação’ que protege as frutas contra a deterioração. A compreensão desse mecanismo poderia conduzir a novas opções para prolongar a duração em estoque dos produtos frescos e reduzir o desperdício”, acrescentou ele.

O gás é usado para beneficiar o armazenamento de uma variedade de frutas e produtos vegetais, como morangos, uvas, tomates e ameixas, sem causar qualquer deterioração da qualidade dos produtos quando utilizado de maneira correta. O ozônio é uma alternativa viável para os pesticidas, pois é seguro de usar e eficaz contra um amplo espectro de microorganismos. Um de seus aspectos importantes é o fato de não deixar resíduos detectáveis, em contraste com os métodos tradicionais de preservação de produtos frescos”.

É preciso também um trabalho cuidadoso para otimizar os níveis de ozônio e a duração da exposição de cada variedade de produto. “Precisamos examinar cuidadosamente a maneira pela qual controlamos a concentração atmosférica do gás nas lojas e nos contêineres de transporte, uma vez que níveis excessivos de ozônio podem danificar os produtos e acarretar prejuízos financeiros” .

Fonte: London Press Service - 13 Julho 2011 by Richard Maino 

Agradecimento Carlos Heise

 

2jun2011

Nas últimas décadas, os problemas ambientais têm se tornado cada vez mais críticos e freqüentes, principalmente devido ao desmedido crescimento populacional e ao aumento da atividade industrial. Sem dúvida, a contaminação de águas naturais tem sido um dos grandes problemas da sociedade moderna.

Dentro deste contexto, o setor têxtil apresenta um especial destaque, devido a seu grande parque industrial instalado gerar grandes volumes de efluentes, os quais, quando não corretamente tratados, podem causar sérios problemas de contaminação ambiental. Os efluentes têxteis caracterizam-se por serem altamente coloridos, devido à presença de corantes que não se fixam na fibra durante o processo de tingimento.

A ozonização é uma técnica que tem sido sugerida na literatura recente, como uma potencial alternativa para a descoloração. Oferece eficiência satisfatória, apresentando um efluente com pouca cor, baixa DQO, e adequado para ser lançado ao meio ambiente ou retornar ao processo.

Num primeiro momento, a ozonização é empregada principalmente para quebrar as moléculas de corantes, e depois para a descoloração. O pré-tratamento com ozônio é um método promissor de oxidação dos corantes transformando- os em degradáveis. Embora muitos trabalhos tenham sido feitos com a oxidação pelo ozônio, bem pouco se sabe sobre a cinética da ozonização e seus produtos da reação com os corantes. A ozonização, no final do tratamento, está sendo também cada vez mais utilizada para a eliminação da cor e de outras substâncias persistentes.

O ozônio é muito efetivo na descoloração de efluentes têxteis porque ele ataca as duplas ligações dos corantes, que estão associadas à cor. O Ph e a condutividade praticamente permanecem constantes, enquanto a cor diminui gradualmente durante a ozonização.

A remoção da cor pela ozonização é efetiva e razoavelmente rápida. A classe do corante é bastante significativa na determinação do comportamento dos corantes. Para um menor tamanho, a estrutura química, se compacta, pode ter um impacto negativo na taxa de reação. Dosagens razoáveis de ozônio permitem uma boa eficiência na remoção da cor para corantes ácidos, ,catiônicos, diretos, reativos e enxofre.

Fontes:  TRATAMENTO DO EFLUENTE DE UMA INDÚSTRIA TÊXTIL. PROCESSO FÍSICO-QUÍMICO COM OZÔNIO E COAGULAÇÃO/FLOCULAÇÃO. HASSEMER, Maria Elisa. SENS, Mauricio Luis. Engenharia sanitária e ambiental Vol. 7 – Nº 1 – jan/mar 2002 e Nº 2 – abr/jun 2002

4mai2011

Estudo publicado recentemente na Revista Ozone: Science & Engineering demonstrou que o ozônio é uma excelente alternativa para controle microbiano em mudas de plantas. A diminuição do uso de produtos químicos, menos prejudiciais aos seres humanos e a natureza, torna o ozônio um grande aliado no combate a pragas e infecções.

Para determinar se a pulverização de água ozonizada prejudica ou causa injúrias às plantas hortícolas e controle do ar, foram pulverizadas mudas de tomate (Lycopersicon esculentum M. ‘Momotaro-York “),melancia (‘Fujikou’ M. Citrullus lanatus), pepino (Cucumis “Sharp” sativus L.), pimentão (‘Kyounami “Capsicum annuum L.), e berinjela (Solanum melongena L. Senryo nigou “) e melão (Cucumis melo ‘Andes’ L.) com ou água destilada (DW) ou água ozonizada (OW), a uma concentração de ozônio dissolvido (DOC) de 4,0 ou 8,0 mg/ L, ambiente bem ventilado.

A água destilada (DW) e água ozonizada (OW) foram pulverizadas nas mudas às 10 horas e 2 horas, em três dias sucessivos. Nenhum amarelamento, necrose ou malformação foi observado para nenhuma das mudas durante este período e também após o um dia da última pulverização. Estes resultados indicam que a pulverização intensiva com água ozonizada com uma alta concentração de ozônio dissolvido para o controle de parasitas e doenças no ar, não causam qualquer dano visível para as mudas, desde que a pulverização seja realizada em condições bem ventiladas.

Fonte: Ozone: Science & Engineering, 33: 179–182

14abr2011

A demanda de água irá exceder em 40% o suprimento de água em 20 anos por causa das mudanças climáticas e o crescimento da população — atualmente, metade da água disponível é utilizada. Essa é a conclusão à qual cientistas chegaram em uma reunião internacional no Canadá. Em duas décadas, alertam os especialistas, um terço da humanidade só terá metade da quantidade de água necessária às necessidades básicas — hoje, 20% da população não têm acesso à água limpa.

“A maioria das pessoas não percebe quanta água foi gasta em tudo que compramos, de camisetas ao vinho”, alertaram os pesquisadores. A utilização da chamada “água virtual”, usada no agronegócio e nas indústrias, é o volume de água embutido no processo de produção. Por exemplo: a fabricação de um computador requer 1.500 litros de água; um par de calças jeans, 6.000 litros; o quilo do trigo, 1.000 litros; e o quilo de carne bovina, de 15.000 a 30.000 litros.

Diante deste cenário mundial, a moda exerce um papel fundamental para as questões socioambientais. Palavras como sustentabilidade, responsabilidade social e reciclagem passaram a ser agregadas, a partir dos anos 1990, ao dicionário da indústria da moda, que conta com um dilema. Ou se adequa às novas regras – algumas ditadas pela própria natureza, materializadas pela escassez de água e de outros recursos naturais – ou poderá ver sua marca perder dividendos, uma vez que a moda verde funciona como um novo filão de mercado.

Fontes diversas indicam diferentes padrões de consumo para produção de uma calça jeans, mas não há dúvidas que a água é um dos principais elementos na cadeia de produção do jeans, A lavanderia constitui um dos processos da cadeia produtiva que causa mais impacto, tanto pelo gasto de água, quanto pelo uso de produtos químicos.

O ozônio é uma alternativa ecologicamente correta pra processamento de jeans, a fim de diminuir o uso de água. A produção de jeans verde é uma tentativa de diminuir os impactos, sobretudo com gastos de água e uso de produtos químicos. Marcas tradicionais de jeans estão investindo neste processo, como a Levi´s , com a linha Levi´s Water Less (menos água).

Fontes:

Diário do Nordeste, Publicado em 16 de março de 2011

Veja, Publicado em 28 de Fevereiro de 2011

11mar2011

A matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo em 26/02/2011, pela jornalista Cláudia Collucci, de São Paulo, relata que a ozonioterapia é uma técnica muito utilizada contra infecções, inflamações e dor em diversos países, mas no Brasil, a técnica está criando polêmica. Ao menos 200 médicos estão convencidos da sua eficácia e a aplicam em várias doenças.

O CFM (Conselho Federal de Medicina) e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) argumentam que o método, não tem amparo científico e, portanto, não pode ser regulamentado.

Há vários estudos na literatura mundial mostrando a eficácia da ozonioterapia_ embora a maioria não seja controlada e tenha baixo grau de evidência científica. A terapia é reconhecida pelos sistemas de saúde de países como Itália, Espanha, Alemanha, Rússia e Cuba.

Os defensores da técnica argumentam que o método não prospera no país porque contraria interesses da indústria, por ser uma técnica que não pode ser patenteada.

No Brasil, várias instituições estão pesquisando a técnica. Em 2010, a Universidade de São Paulo, por exemplo, testou a ozonioterapia em bactérias hospitalares multirresistentes a antibióticos. Com apenas cinco minutos de exposição ao ozônio, dez delas foram eliminadas, inclusive a superbactéria KPC, que atingiu 13 Estados e matou ao menos 20 pessoas.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo de 26/02/2011.

Clique Veja a matéria original da Folha aqui.

25fev2011

Os impactos ambientais causados por produtos químicos utilizados em processos industriais é motivo de preocupação para empresários e para a sociedade em geral. Na indústria têxtil, em processos de lavagem de jeans, o uso do ozônio é uma alternativa ambientalmente correta e de resultados altamente eficazes, pois reduz a utilização de produtos químicos, focando nos processos manuais e dispensando o uso da água. Além disso, os efeitos são conseguidos em um tempo menor, o que possibilita uma economia de energia. Outra vantagem é que, pelo fato de não desgastar muito o tecido, os resultados permanecem por muito mais tempo, aumentando o ciclo de vida do produto.

Uma das empresas que adotou esta tecnologia é a Criativa Lavanderia, de Maracajá (SC). A tecnologia implantada pela O3R possibilitou mais agilidade no processo e resultados diferenciados no produto, já que a empresa processa o jeans para marcas de renome internacional.

A Malwee, uma referência nacional na indústria têxtil, optou pela utilização do ozônio nos processos de lavagem de algumas peças de sua nova coleção em jeans. Com toda a expertise no segmento de malharia, a empresa estréia no segmento denim explorando as várias possibilidades que o tecido proporciona, mas sempre preocupada com todos os aspectos e impactos ambientais.

Fonte: O3R e Midia Moda

11fev2011

O pesquisador Adalberto Hipólito de Sousa,  da Universidade Federal de Viçosa,  desenvolveu pesquisa para avaliar a toxicidade do ozônio para populações de Tribolium castaneum, Rhyzopertha dominica e Oryzaephilus surimanensis. Estes insetos são muito comuns e alastram-se facilmente entre grãos e cereais armazenados, tornando necessário o uso de inseticidas químicos, altamente tóxicos e de alto custo.

O trabalho do pesquisador também teve como objetivos determinar se existe resistência cruzada entre o ozônio e a fosfina; averiguar se há relação entre a toxicidade do ozônio e o metabolismo respiratório dos insetos. Adicionalmente, foram avaliadas as taxas de desenvolvimento e de crescimento populacional de duas populações resistentes à fosfina e duas susceptíveis de cada espécie. Nenhuma das populações estudadas mostrou resistência ao ozônio.

Por outro lado, algumas destas populações apresentam elevada resistência à fosfina, indicando que não há resistência cruzada entre o ozônio e a fosfina. Foram observados diferentes padrões respiratórios entre as populações de cada espécie, indicando que a toxicidade do ozônio não teve relação com o metabolismo respiratório dos insetos. Diferentes padrões reprodutivos foram verificados nas taxas de desenvolvimento e de crescimento populacional, onde algumas populações resistentes à fosfina apresentaram custo adaptativo na ausência do inseticida. Como essas populações não mostraram resistência ao ozônio, independentemente de serem resistentes ou susceptíveis à fosfina, é possível que o ozônio venha a se tornar uma alternativa ao uso da fosfina nos programas de manejo de resistência a esse fumigante.

Fonte: Trabalho apresentado no XXII Congresso Brasileiro de Entomologia.  

5fev2011

A matéria publicada no Correio Braziliense em 29/01/2011, destaca que a ozonioterapia pode reduzir custos e uso de remédios. A esperança agora é de que a técnica seja regulamentada e incluída no SUS.

Embora a técnica seja pouco conhecida no Brasil, a Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz) enviou documentos para o Conselho Federal de Medicina, para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e para o Ministério da Saúde, solicitando o reconhecimento da ozonioterapia como um procedimento médico.

A ozonioterapia poderia reduzir em até 80% a taxa de amputação de membros de pacientes com gangrena diabética e diminuir até 25% os custos no tratamento de feridas crônicas. “A estimativa é de redução em até 30% do custo do SUS no tratamento de patologias como hepatites crônicas e hérnias de disco”, informa a médica e diretora da Aboz Emília Serra.

Atualmente, a técnica é reconhecida pelo Sistema de Saúde da Alemanha, da Suíça, da Itália, de Cuba, da Ucrânia, da Rússia, da Espanha, da Grécia, do Egito e da Austrália, além de ser praticada em 15 estados dos Estados Unidos. De acordo com Emília, são realizados, aproximadamente, 10 milhões de tratamentos com ozônio no mundo, todos os anos. “Nos países em que o uso medicinal do ozônio é reconhecido, houve redução de 27% no consumo total de antibióticos e de 22% no consumo de analgésicos opioides e não opioides”, acrescenta a médica.

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